Chapada dos Guimarães – Impressionante Destino Turístico do Mato Grosso

Chapada dos Guimarães! Chegamos ao céu!
Essa foi a expressão que me saiu quando estávamos chegando de carro, vindos de Campo Grande, depois de 8 horas de estrada.
De fato!, disse o Rômulo, parece que estamos mais perto do céu!
Chegamos e na primeira pousada que havíamos escolhido tivemos um problema, pois o vizinho estava tocando o maior batidão… Explicamos que assim seria complicado e voltamos para o centro da cidade. Aí fui guiada pelo nome, pela intuição, e chegamos à Pousada das Orquídeas! Linda, com todo o cuidado da Adriana e da Bendix, pessoas muito simpáticas e receptivas. Ah, não podemos esquecer a Jojô, uma cachorrinha shitzu muito linda e querida, que nos deu boas-vindas carinhosamente!
Adoramos o café da manhã que elas preparam, o ambiente do jardim com piscina e o amplo estúdio, novinho.
Elas nos indicaram o restaurante para jantarmos na primeira noite. Fomos ao Tratoria Pomodori. Comemos uma ‘buona pasta’, matando as saudades do meu preparo caseiro semanal, no mínimo.
Caminhamos um pouco pelas ruas centrais, a praça (coração de toda a cidade), e contemplamos este lugar que nos remetia, por alguns momentos, a São Pedro do Atacama (pavimentada).
Também nos indicaram a guia Josiane, uma grande conhecedora não só do turismo local, mas da biologia, da vida, das pessoas e nos contou histórias lindas de superação.
O município possui inúmeros pontos turísticos, como o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com cavernas, cachoeiras, lagoas e trilhas no cerrado.
Também aprendemos que o município de Chapada dos Guimarães é muito antigo, tem em torno de 270 anos e a extensão de suas terras já foi a maior do mundo, só se reduzindo após a divisão do Mato Grosso em dois Estados, quando também houve a emancipação de inúmeros locais que pertenciam a Chapada dos Guimarães, transformando-se em municípios.
Chapada dos Guimarães não só é composta de natureza (que é muito linda e impactante), mas também possui uma bela história que os guias têm conhecimento e são exímios contadores sobre a sua cultura.
Nossa primeira visita foi ao Circuito Águas do Cerrado e já vamos contar na sequência!

Águas do Cerrado – Um circuito de cachoeiras no Cerrado

Nossa primeira visita foi neste lindo lugar que se localiza na MT 251, na Fazenda Buriti, entre Chapada dos Guimarães e Campo Verde, aproximadamente distante 60 quilômetros do centro de Chapada.
É necessário estar acompanhado de guia de turismo para realizar a visita. A contratação pode ser feita nas agências de receptivo da cidade ou direto com os guias locais.
Nossa guia, Josiane, foi indicada pela pousada onde estamos hospedados. Ela é especializada em conduzir a terceira idade, ou seja, os maduros. Também se especializou em trabalhar com pessoas com alguma deficiência física, visual ou auditiva.
Foi ótimo contarmos com ela e ouvirmos toda a sua explicação sobre o Cerrado. Já éramos apaixonados por este tipo de vegetação, pois representa a renovação. Lembro dos relatos da amiga Tania Brizola que falava que aprendeu sobre vida, morte, superação… contemplando o Cerrado.
Bem, voltemos ao nosso primeiro passeio. Foi fantástico sermos recebidos pela querida Márcia, proprietária do local e seus dois filhos, Ana Carolina e Gustavo, crianças super engajadas no espírito hospitaleiro e no cuidado com a contaminação do Covid-19. Usam e exigem o uso das máscaras e do álcool gel.
Eles construíram o restaurante, onde funciona o receptivo. Lá recebemos nossas perneiras de proteção para fazermos as trilhas no cerrado.
Fomos orientados a levar toalha, protetor solar, água, tênis nos pés e roupa de banho sob uma roupa confortável e leve.
Lá fomos nós, fizemos a primeira parte de carro (no total seriam 8 quilômetros de trilha – ida e volta), onde é possível visitar 9 cachoeiras (2 para contemplação e 7 para banho).
O passeio completo demora de 6 a 7 horas. O nosso demorou um pouco menos, pois fizemos um trecho um pouco menor, já que a chuva veio forte. Mas já foi mais do que suficiente para enchermos nossa alma de paz e beleza!
Começamos pela Cachoeira das Orquídeas, seguimos pelas Cachoeiras Alma Gêmea e Pedra Encantada. Uma mais bela que outra.
Ah, ressaltamos que as nascentes dessas cachoeiras são originadas na própria Fazenda Buriti – quando sentíamos sede, bebíamos aquela água puríssima.
Depois retornamos ao receptivo, tomamos uma água, banheiro e seguimos para o Poço do Amor (tem formato de um coração, se visualiza direitinho) e pelas cachoeiras Pedra Furada e Prateleira.
Tomamos um bom banho de chuva, além de muitos banhos de cachoeira! Voltamos esfomeados!
E que agradável surpresa! A Andressa e a Iara, do receptivo, haviam preparado uma deliciosa mesa, com vários pratos, servidos em panelas de barro. Comida quentinha, recém preparada, com temperos simples (sal e alho, afirma Andressa), só para exaltar o verdadeiro sabor do alimento. Nos deliciamos com o Peixe Tambatinga, preparado de duas formas: ensopado e empanado.
Depois de mais algumas histórias compartilhadas, voltamos com a ‘alma lavada’ e o coração alimentado!
Aprendemos que os locais são formados por sua área material, sua natureza e principalmente pelas pessoas que lá vivem. Nossa vivência na Águas do Cerrado é um grande exemplo, pois não só experimentamos o belo cerrado e as lindíssimas cachoeiras, mas também convivemos inesquecíveis momentos com a guia Josiane e as pessoas da Águas do Cerrado.

Seguimos, no segundo dia de atividades, vivenciando experiências e conhecendo as belezas da Chapada dos Guimarães!

Complexo da Salgadeira

Já na estrada começamos a contemplar a belíssima paisagem, formada pelos paredões do Planalto Central do Brasil que se elevam por, aproximadamente, 400 metros e nos deslumbram pela imponência e, ainda, pelos diferentes formatos esculpidos pelo vento.

Conhecemos os ‘clássicos’ da oferta turística, iniciando pelo Complexo da Salgadeira. Inicialmente um local de parada dos tropeiros, onde salgavam ou dessalgavam a carne que era seca ao sol, hoje o local, com riachos, rios, cascatas, passou por uma longa reforma e reabriu em 2018, com estrutura de restaurante, lojas e muitas passarelas e escadarias, por onde é possível acessar todos os atrativos.

Há, no complexo, uma réplica do dinossauro que viveu em chapada, confeccionada pela UFMT de Cuiabá, mas estava fechado para visitas, por avarias. Registra-se que o dinossauro original foi queimado no Museu Nacional do Rio de Janeiro, infelizmente.

O atrativo fica na Rodovia Emanuel Pinheiro, entre Chapada dos Guimarães e Cuiabá. Não há custo de entrada, mas, se for de carro, o estacionamento custa R$ 15,00.

Parque Nacional – Cascata Véu de Noiva

O sol já estava forte e fomos até o Parque Nacional, gerenciado pelo ICMBio, que está com visitas limitadas, muito em função da pandemia. O parque, criado em 1989, possui 32.630 hectares, resguardando ecossistemas locais, além de ‘assegurar a preservação dos recursos naturais e sítios arqueológicos existentes, proporcionando uso adequado para visitação, educação e pesquisa’..  O acesso (com exceção do Véu de Noiva) só é permitido com o acompanhamento de um guia de turismo certificado, que também é responsável pelo agendamento da visita. Importante consultar a relação dos guias no site do Cadastur. Visitamos a Cascata Véu de Noiva (uma das 450 cachoeiras/cascatas do município), com uma queda de 86 metros, belíssima, não somente pela cascata, mas pelo imenso vale rodeado pelos paredões. Numa próxima vinda a Chapada dos Guimarães queremos conhecer a Cidade de Pedra, um conjunto de rochas que lembram uma cidade.

Morro dos Ventos

Já que estes atrativos estão todos em área urbana ou nas proximidades, aproveitamos para visitar o Morro dos Ventos, onde se localiza uma bela estrutura com mirante e, ainda, um restaurante, onde almoçamos uma bela e farta refeição. O restaurante serve pratos locais e possui excelente e ampla estrutura, muito bem ventilada e com os protocolos de biossegurança implantados.

Mirante Alto do Céu

E, por fim, já que era dia de vivenciar Chapada Guimarães pelas alturas, fomos até o Mirante Alto do Céu. O acesso é pela mesma rodovia, fica nas proximidades do Parque Nacional. Na chegada fomos recebidos pelo Fernando Almeida, proprietário do lugar, que falou sobre a importância de uma retomada segura do turismo e sobre os projetos futuros e nos contou que o lugar é muito procurado por pessoas para vivenciarem o pôr-do-sol ou uma noite de luar, além de ensaios fotográficos. O local é espetacular, inesquecível, pois, daquela altura no planalto visualizamos uma grande planície em quase 270 graus. Já ficamos sonhando com uma taça de vinho, ou um bom chimarrão, naquele belo mirante. A estrutura é rústica, com bancos, cadeiras, e uma paisagem, em meio ao silêncio, que nos fez muito bem. De lá, vimos o Morro São Jerônimo, as trilhas e a chuva se formando, ao longe, em diferentes lugares. Sentimos o cheiro do vento e agradecemos pela vida!

 

Igreja Sant’Anna

Saindo do Mirante Alto do Céu, ainda tivemos energia, apesar do calor, para irmos até o centro da cidade, onde aproveitamos para nos despedir deste belo lugar que nos acolheu, observando o comércio, os restaurantes, as pousadas (que precisam de turistas para sobreviver) e para orar na Igreja Sant’Anna, que foi construída em 1751! Minha avó era devota desta Santa, mãe de Maria. Oramos pela Karen (1 ano de sua partida neste dia), pelos familiares que estão em dificuldades… e agradecemos pelo bem, pelo amor, pela vida!!!

Há outros atrativos em Chapada dos Guimarães, muitos mais! Mas ficarão para uma próxima viagem…


Importante:

O Viajante Maduro viaja como ideal de vida e profissão.

Em todos os lugares mantivemos um comportamento de responsabilidade, privilegiando os espaços que nos ofereciam segurança (Ambiente Limpo e Seguro), com relação ao Covid-19.

O Viajante Maduro está fazendo uma Road Trip pelo Brasil, especialmente nas regiões Sul, Centro e Sudeste.

Esta matéria contou com a colaboração da futura publicitária Lúcia Fávero Moraes.

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