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Como descobrir quem são os seus ancestrais e onde viveram – Qual o nosso DNA?

Sempre tivemos curiosidade com relação à nossa história, assim, fomos pesquisando nossa ascendência e tentando construir uma árvore genealógica. Mas tudo terminava nos países europeus de onde partiram os imigrantes que chegaram no Brasil.
Sempre desejamos saber mais sobre nossa história e, principalmente, sobre as características de nosso DNA, que revela, além da história, as possibilidades de problemas e virtudes. E aí aliou-se o desejo com a possibilidade.

Teste de DNA – Veja o que os seus 23 pares de cromossomos podem dizer de você!

Tudo começou com a Mariana (filha do Rômulo, minha enteada) que nos enviou os dados do teste de DNA que havia feito. Um teste relativamente fácil para quem vive em Nova York, já que basta fazer a compra pelo site https://www.23andme.com/  e aguardar o kit que chega, contendo um potinho, com uma substância que deverá ser misturada à saliva que você terá que cuspir numa cavidade deste kit. Depois é só devolver pelo correio e aguardar. Foi o que fizemos, motivados pelos relatos da Mariana. Em menos de 30 dias recebemos nosso resultado por e-mail. Pagamos um pouco menos de US$ 100,00 por cada teste (por sorte havíamos comprado dólares antes da alta, ao longo de 2019).
Vi que no Brasil já há algumas empresas fazendo testes, mas achei bem mais caro do que o de Nova York. De qualquer forma, se tiverem interesse,  pesquisem e encontrarão informações sobre a Genera, meuDNA e outras. Mas é bom checar avaliações, antes de mais nada. No caso da 23andMe, nós já tínhamos boas referências.

DNA da Família da Ivane

De minha família, pai do meu pai, consegui construir um bom caminho dos Fávero, que na verdade eram Favaro (grafia correta), até chegar à Itália, na Região do Vêneto, mais precisamente em Treviso, na pequena cidade de Lória.
Dos Piccinato, mãe de meu pai, chegamos também ao Vêneto, mas desta vez na cidade de Verona (ou próximo).
Dos Bolezina, mãe de minha mãe, conseguimos descobrir que nossos antepassados vieram de Robecco Sul Naviglio, região de Milão, Itália.
Dos Remus, sabemos que vieram da Polônia, mas enquanto era território disputado e que, possivelmente, tenham vindo da antiga Prussia (mas disso eu não tenho documentos).
Bem, meus resultados não foram tão surpreendentes. Sabia que eu deveria ter origem europeia, mas pensei que poderia ter tido alguma mistura. Gosto da ideia dos cruzamentos fortalecendo e tornando mais una nossa humanidade. Mas descobri que sou 98,8% europeia! Sim, praticamente 100% europeia. Destes, 37% italiano (justo do Norte), 16,1% francês e alemão, possivelmente de Berlim (bem que muitas vezes ouvi que tinha características destes países) e 20% do leste europeu. Este último, porém, não precisou a região, mas cita que pode ser da Polônia.
De qualquer forma, descobri que bem antes disso eu tenho traços do Neanderthal, ainda bem presentes, com 2% do DNA, o que é bastante, diz o estudo, o que faz com que, por exemplo, eu não fique com raiva quando estou com fome e tenha um senso de direção um pouco falho (até que não).
Muito interessante também detectar o Haplogrupo materno. Sim, todos viemos da África. No caso, meus ascendentes há 180.000 anos. Todos os membros do H2 descendem de uma mulher que viveu no Oriente Médio cerca de 12.000 anos atrás, perto do final da Era do Gelo. Embora concentrado na Turquia e no Cáucaso ao longo de sua história, o haplogrupo atravessou a Europa desde o Oriente Médio até a região basca do norte da Espanha e depois mais gradualmente até as Ilhas Britânicas. Embora o H2 ainda possa ser encontrado em baixos níveis entre as populações da Arábia Saudita, Daguestão e outros países do Oriente Médio, é surpreendentemente comum na Suécia, onde até 11% dos suecos do sul carregam H2. Somente 1 em cada 1.700 pesquisados são deste haplogrupo, sendo que além de mim, Lucas, o evangelista, é do mesmo grupo. Incrível, não?!
O estudo do DNA ainda aponta algumas características pessoais. Descobri, enfim, que minha aversão ao Coentro não é coisa de quem não se esforça para gostar de alimentos e temperos. É mesmo uma característica do meu DNA, já que sinto o mesmo gosto de sabão.
Também descobri que minha irritação ao ouvir o som da mastigação, especialmente quando tento me concentrar, chamada de Misofonia, é outra característica do DNA, assim como a tendência a enjoar com o movimento. Duas características bem reais de meu ser!
Mas não é somente de aversões que é feita a minha leitura de DNA. Descobri que gosto tanto de doce quanto de salgado, que prefiro baunilha do que chocolate, como sabor de sorvete, que meu medo de falar em público é equilibrado pelo prazer de fazê-lo, entre outros dados, como a cor da pele (clara) e dos olhos (azuis ou azuis esverdeados). Claro que isso são as maiores probabilidades, já que tudo vem em percentuais no estudo, e que se confirmaram no meu caso. Mas, numa família de 7 irmãos, vamos ter algumas características que se posicionam nas minorias. No meu caso, o único que não bateu no percentual maior foi com relação ao tipo de lóbulo de orelha, já que o meu é unido e no estudo a maior parte dos meus parentes o tem separado. Sim, até isso é derivado do DNA e apontado no estudo, entre tantas outras características.

DNA da Família do Rômulo

Sempre tive interesse sobre as origens de minha família, sobre os Freitas e Anjos (avôs e avó paternos), os Dieguez e Bertolaso (avô e avó maternos). Ainda não consegui perquirir a genealogia dos Anjos (avó materna), o que farei oportunamente. Sei que essa minha avó nasceu em Pelotas e outras duas avós, nasceram e se criaram em Colônia do Sacramento, no século XVII, quando aquele território era de domínio português. Meu avô paterno, de sobrenome Freitas, nasceu em Portugal, no Município de Águeda, na localidade denominada Óis da Ribeira Eles se conheceram em Pelotas e lá casaram.  Meu avô materno, de sobrenome Dieguez, nasceu na Espanha, no município de Vilaboa (Pontevedra). Minha avó materna, de sobrenome Bertolaso, nasceu na Itália, no município de Concamarise (região de Verona, no Vêneto). Eles emigraram para o Uruguai, lá casaram e vieram para o Rio Grande do Sul.

O Programa 23andMe, com o DNA extraído de meu sangue, constatou que basicamente meus ancestrais são do Sul da Europa (70,7%, principalmente espanhol, português e italiano) e do Norte da Europa (19,6%, principalmente francês e alemão, o que foi uma surpresa para mim). As demais origens são da Ásia Ocidental e do Norte da África (9,7%).

Quanto a algumas características indicadas, uma delas é a dificuldade de combinar com o tom musical, o que é verdade; confirmou que a minha possibilidade era de ter olhos azuis ou verdes (o que foi é real); também informou que eu teria propensão a medo de altura (isso é terrivelmente verdadeiro); quanto a menos probabilidade de ter medo de falar em público, penso que acertou, pois também sou professor; em relação ao sabor, viu probabilidades de eu não gostar de coentro, o que errou largamente, pois sou apaixonado por coentro.

De acordo com esse estudo do DNA, minha origem remonta a uma mulher que viveu na África há aproximadamente 7.000 anos (280 gerações atrás). Quanto ao homem que teria originado a minha linha, ele viveu provavelmente na Europa há em torno de 30.000 (1.200 gerações).

 

Concluindo

Nós nos divertimos e nos informamos muito vendo os dados que compõem nosso ser, tanto físico quanto comportamental. E este também é um presente para nossos irmãos, que dividem o mesmo DNA. Há outros dados e informações que poderíamos pagar mais para obter, inclusive um livro impresso, mas paramos por aqui mesmo. E vocês, já tiveram curiosidade em fazer este estudo?


Importante

O Viajante Maduro viaja como ideal de vida e profissão.

Esta matéria contou com a colaboração da futura publicitária Lúcia Fávero Moraes.

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