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Da Argentina ao Chile pela ‘Ruta 52’: altitude elevada e deserto de sal

Depois da visita às cidades da Quebrada de Humahuaca, seguimos viagem. Para isso, pegamos a ‘Ruta 52’. A Rota 52 liga o Norte da Argentina ao Deserto do Atacama, nosso destino. Numa road trip, o caminho vale tanto quanto o destino. Algumas vezes até mais. A Rota 52 é uma bela estrada sinuosa repleta de paisagens magníficas e capaz de proporcionar experiências memoráveis.

De Purmamarca até são Pedro do Atacama são mais de 400 quilômetros de percurso de asfalto em ótimo estado. Podemos afirmar que todas as rodovias da Argentina são muito bem conservadas e ótimas para viajar de carro ou de moto. De todo o trajeto que percorremos, andamos apenas por uns 50 quilômetros de estrada em situação mais precária no país – no trajeto da fronteira até Salta.

No caminho, passamos por alguns momentos especiais. Um deles foi que alcançamos altitude de mais de 4 mil metros. A partir dos 3.700 metros de altitude, o corpo humano absorve apenas 50% do oxigênio, o que dificulta a respiração e pode causar mal-estar. Nesta situação, é importantíssimo se manter hidratado. Para amenizar os sintomas, recomenda-se tomar o chá da folha de coca. Nós colocamos no mate!

A rota 52 também é considerada uma das mais perigosas do mundo. Isto porque muitas pessoas acabam se acidentando por causa da altitude, que causa desmaios e enjoos. Outra dica importante: evite comer em excesso no dia anterior à viagem; principalmente carnes e bebidas alcoólicas. Levar garrafas de água para hidratação e respirar fundo para absorver mais oxigênio.

Outro momento foi nossa visita às Salinas Grandes, deserto de sal de cerca de 12 mil hectares cortado pela rota. ‘Deserto de Sal’ geralmente nos remete ao Salar de Uyuni, na Bolívia, por este ser bem maior (mais de 100 mil hectares). As argentinas Salinas Grandes, entretanto, não deixam a desejar na visita. A crosta de sal com cerca de meio metro de espessura que forma o local é o resto de um lago que se secou há milhares de anos. Além da belíssima paisagem, no caminho pode-se observar animais nativos da região andina como lhamas, vicunhas, condores e suris.

As Salinas Grandes estão em área de duas comunidades aborígenes, que são responsáveis pelo turismo no lugar. Contratamos um guia que nos conduziu de carro até o chamado ‘Ojo’ do Salar e nos explicou como se originou o deserto de sal.  O deserto foi formado após a erupção de um vulcão na região.

Entramos na brincadeira das fotografias com ilusões de perspectiva que o guia já se acostumou a fazer dos turistas na área. Fizemos com uma cuia de chimarrão. É incrível a ilusão de ótica proporcionada pela falta de pontos referenciais no local.

Fomos visitar um dos povoados, indicados pelos nosso guia Félix, para procurar um borracheiro (no espanhol, ‘gomeria’), já que o sistema do carro avisava problemas. Nos encantamos com a singeleza do lugar. A Comunidade Santuário del Poço conta com cerca de 500 habitantes. É um vilarejo simples, mas muito organizado. Tem placas de sinalização, boas ruas, igreja, posto e agentes policiais, sérios mas provincianos.

A entrada para o deserto de sal fica parte na província de Salta e parte na província de Jujuy. O valor da entrada é de 300 pesos argentinos (cerca de 30 reais). É importante ressaltar que há sempre de se vir com moeda local para a travessia Argentina-Chile, visto que todas as cidades no trajeto dentro da Argentina só aceitam pesos argentinos.

Ao final da rota, chegamos ao Passo da Jama. Passo da Jama é uma passagem de montanhas que abriga a Cordilheira dos Andes entre Chile e a Argentina. É onde atingimos os mais de 4 mil metros de altitude. Lindo cenário!

Passo Jama, região mais alta do trajeto

A travessia da fronteira Argentina – Chile é um processo desgastante que nos faz sonhar ainda mais com o dia que a América Latina será unida como a Europa.

Tivemos de passar por 6 etapas na imigração: saída de pessoas e de veículos da Argentina; entrada de pessoas e dos veículos no Chile; depois a Aduana, para declaração de bens; e revista do veículo. É uma experiência um pouco desagradável já que é inevitável se sentir nervoso e sob suspeita. Apesar disso, o lugar ser bem estruturado e organizado.

É importante salientar que a polícia chilena fiscaliza e revista todo o carro. Eles abrem e verificam recipientes e caixas dentro do veículo. Como o Chile é um país praticamente livre de contaminações na agricultura, a fiscalização é principalmente para barrar a entrada de alimentos, frutos e sementes, além de animais, produtos químicos e explosivos.

O governo chileno considera um crime grave a não declaração de alimentos ao entrar no País. O ingresso de produtos contaminados colocaria em risco os artigos produzidos no Chile e que são exportados. O valor da multa por alimentos não declarados vai de 170 a 18 mil dólares.

Mais da Rota 52:

Importante:

O Viajante Maduro viaja como ideal de vida e profissão.

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