De Fusca pelo Vale dos Vinhedos – Serra Gaúcha – Brasil

O João (nome do fusca) entrou em nossa vida pela decisão da Júlia, a filha do Rômulo, minha amada enteada, que, enquanto fazia sua graduação em jornalismo, na Federal do Mato Grosso do Sul, sentiu a necessidade de um veículo e foi presenteada com Fusca pelo pai.
A Júlia, como o pai, gosta muito de antiguidades (o Fusca tem 47 aninhos) e adorou o presente. Depois de concluir a graduação, quando se mudaria para trabalhar no Amazonas, a Júlia quis vender o Fusca e perguntou para o pai o que ele achava, pois iria precisar do dinheiro lá no Norte do País. O pai, então, recomprou dela e passou a investir em algumas melhorias necessárias, já que o fusca apresentava muitas necessidades, que até virou crônica jornalística.

 

Aí, neste belo sábado outonal, chuva, nuvens, clima típico da Serra Gaúcha, lá fomos nós, em nosso fusca azul 1973, 1500 cilindradas, com painel que imita a madeira jacarandá, dar uma volta pelo Vale dos Vinhedos, aqui pertinho de casa. Amamos essas paisagens! A safra de uva, a vindima, já foi concluída, e agora é hora de iniciar a dormência das videiras.

Assim somos nós também neste período, em dormência de viagens, esperando uma nova primavera chegar, onde oxalá estejamos imunizados e a Covid-19 não seja mais esta ameaça!

 

Fizemos várias fotos e filmagens com o “João”, com ele se comportando muito bem durante todo o trajeto. Entretanto, na volta para casa, um solavanco deve ter soltado alguma sujeira do combustível e a agulha do carburador não mais funcionava direito.

Um amigo do Rômulo, o Paulo Ribas, orientou-nos por telefone, pois, até então, em razão do solavanco, imaginava-se que teria afrouxado algum cabo do distribuidor. Assim o Paulo ficou nos acompanhando e, quando estava dirigindo-se para onde estávamos, por nós passou o senhor Jucimar e sua pequena filha Chiara. Ele parou, ofereceu ajuda, e, como conhecia bastante de Fuscas, acabou descobrindo que era uma sujeira no carburador. Então, fez pressão/sucção no carburador com a palma da mão e desentupiu o sistema. Avisamos o Paulo, que voltou para sua casa, e nós retornamos faceiros com o Fusca. Uma coisa voltamos a relembrar: o Fusca, quando dá problema, é fácil a sua solução para quem o conhece minimamente. Enfim, foi uma viagem maravilhosa pelo nosso Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha.

A vida também é assim, tem vezes que os problemas são mais facilmente resolvidos se relaxamos e confiamos ao universo a solução. Sempre há amigos para nos ajudar, basta pedir! Não é?

 

Somos apaixonados pelo  Volkswagen, que em alemão significa carro do povo, veículo lançado em 1935. É o carro valente, que meu pai usava até para trabalhar na roça. O Rômulo tem uma história hilária para contar! Veio de Belém do Pará até Bento Gonçalves de fusca. Olha só a história que ele conta:

Meu primeiro fusca foi um do ano de 1962, adquirido em 1974. Depois tive outros, até que, em 1980, adquiri o meu primeiro Fusca 0 km. Foi uma festa. Tive uma história bastante icônica com o Fusca. Eu estava prestando um serviço no Norte do Brasil (Macapá – Amapá) e lá comprei outro Fusca ano 1975 ou 1978 (não lembro direito) para me deslocar. Ele era um Fusca branco, na verdade, malhado, pois nas portas e em um para-lama tinham remendos cinzas que não estavam pintados. Eu afundava no banco do motorista, era estranho. Fiquei morando no Amapá em torno de um ano. Quando retornei para o Rio Grande do Sul, no final da década de 80, não querendo me desfazer do Fusca, contratei seu deslocamento por via aquaviária, de Macapá até Belém, e, de lá, encetei viagem para o Rio Grande do Sul com o Fusca cheio de bugigangas, inclusive no bagageiro de cima. No caminho, na estrada Belém-Brasília, ele “deu pau”, era fim da tarde e tive a sorte de um motorista de caminhão de São Paulo ter parado e rebocado o Fusca até Imperatriz do Maranhão, onde o fusca foi consertado. Continuei viagem no dia seguinte até Brasília, onde me encontrei com minhas filhas Karen e Fabíola. De lá, resolvemos passar pelo Rio de Janeiro, na casa de uma amiga carioca, pois as gurias não conheciam a Cidade Maravilhosa. Entretanto, quando chegamos no RJ, o arranque do Fusca já não funcionava direito, o que nos obrigava a empurrá-lo para “pegar”, mas fomos em frente e visitamos as praias cariocas. Do Rio de Janeiro continuamos a viagem até Porto Alegre, ainda com problemas no arranque (algumas vezes tínhamos que pedir ajuda para empurrar o Fusca quando parávamos). Para complicar ainda mais a situação, o motor estava com problemas, chegando ao ponto, no final da viagem, que eu tinha que seguidamente colocar mais óleo no motor, pois ele estava “se entregando” e queimava óleo. Enfim, depois de uma viagem de em torno de 4.500 km, chegamos são e salvos em Porto Alegre, e, imediatamente, deixei o Fusca em uma oficina especializada para “reformar” o motor”.

Mas o Rômulo tem mais histórias com fuscas do coração para contar.

Essa sempre me impressionou pela tomada de decisão que ele teve que ter! E a solução encontrada é muito inusitada!

Confere:

“Esse mesmo Fusca que fiz o trajeto Belém/Porto Alegre, tem outra história. Morávamos em Bento Gonçalves. Uma noite fui com o Fusca buscar minha filha Mariana no aeroporto de Porto Alegre (parece que ela estava vindo de Belém). Ocorre que o distribuidor do Fusca andava com problemas e, quando esquentava, dava dificultava para a transmissão da gasolina, e eu precisava jogar água ou colocar um pano molhado em cima dele para esfriar e volta a funcionar. Ocorre que, no retorno de Porto Alegre para Bento Gonçalves, um pouco antes de chegar no município de Garibaldi, voltou a dar esse problema no distribuidor. O Fusca parou e ficamos em um breu enorme na beira da estrada. Naquela época, naquele ponto onde o Fusca parou, não havia residências por perto, enfim, era uma escuridão total. Temeroso de algum problema, pois eu estava com a Mariana, que era pequena, e não havia água por perto, fiz o que me “deu na telha”, ou seja, urinei em cima do distribuidor e esperei mais algum tempo para o seu resfriamento. Graças a Deus, deu certo e conseguimos chegar em Bento Gonçalves. Ufa.”

Importante ressaltar que esse passeio foi feito nas proximidades de onde moramos. Sim, vivemos na região do Vale dos Vinhedos e aproveitamos para compartilhar algumas curiosidades sobre este precioso lugar.

 

7 coisas que você deve saber sobre o Vale dos Vinhedos:

1) Esta é a principal região enoturística (turismo do vinho) do Brasil;

2) A região foi colonizada, a partir de 1875, por imigrantes italianos, especialmente vindos do Vêneto e do Trento;

3) É a primeira região do país a obter o reconhecimento como Indicação Geográfica e, posteriormente, como Denominação de Origem – DO;

4) A demarcação da região abrange áreas dos municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul – Fica localizado na Região Uva e Vinho – Serra Gaúcha – RS – Brasi;

5) A Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos – Aprovale, foi fundada em 1995, data que marca o início do Vale dos Vinhedos como destino enoturístico;

6) Há 66 associados na Aprovale, sendo:
– 25 vinícolas
– 06 hoteis ou pousadas
– 16 restaurantes, bares ou cafés
– 03 locais de artesanato
– 05 agroindústrias
– 02 agências de turismo receptivo
– 09 estabelecimentos diversos (lojas, museu, cosméticos, show room de móveis, whiskie);

7) Aos poucos o Vale dos Vinhedos está retomando as atividades turísticas, com segurança e responsabilidade. Informe-se e agende antes de viajar e só viaje comprometido em acabar com esta pandemia;

A gente adorou percorrer o Vale dos Vinhedos com nosso fusca “João”.

E vocês, já conhecem esse lugar mágico? Sonham em conhecer? Tem alguma dúvida? Posta nos comentários que responderemos. Ah, e se tiver alguma história de fuscas, também compartilha com a gente. Lembramos, também, que podes compartilhar este post no teu perfil do Facebook ou outras mídias. Grande abraço!

 

Importante:

O Viajante Maduro viaja como ideal de vida e profissão.

A opinião aqui expressa é a nossa verdade!

Esta matéria contou com a colaboração da futura publicitária Lúcia Fávero Moraes.

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