Maria da Fé – Minas Gerais – “Uma Cidade Mulher”

Falar de Maria da Fé é falar de acolhimento, de história, de mulheres corajosas e desbravadoras, mas também de homens com os mesmos valores, e gentis. É falar de cheirinho de café recém-passado e do mais saboroso pão de queijo. É falar do primeiro azeite de oliva extraído no Brasil e de paisagens de tirar o fôlego nesta parte da Serra da Mantiqueira, onde, em função dos aproximadamente 1.500 m de altitude (acima de 1.200 m), muitas araucárias nos mostram que esta árvore (que amo) podem existir em diferentes partes do Brasil (não somente no Sul), e conviver com os plantios de cafezais e olivais.

Maria da Fé é destino turístico, integrante da Rota Estrada Real, para usufruir o bom da vida, com uma simplicidade envolvente. É lugar para se bem viver, nem que seja por alguns dias.

É lindo até o gentílico daqui, os habitantes de Maria da Fé se chamam marienses. O município se estende por 202,9 km² e contava com 14.216 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 70,1 habitantes por km² no território do município. Situado a 1 285 metros de altitude, Maria da Fé tem as seguintes coordenadas geográficas: Latitude: 22° 17′ 46” Sul, Longitude: 45° 23′ 5” Oeste.


Outro aspecto que deve ser ressaltado, já que muitos como eu talvez desconheçam o fato, é que aqui faz muito frio. Maria da Fé é considerada a cidade mais fria de Minas Gerais e a foto abaixo, feita pelo Willian Siqueira, que atua na SMCT, comprova que, de fato, faz muito frio por aqui. Aliás, é ele quem faz a medição das temperaturas por meio de diversas estações meteorológicas espalhadas pelo município. As temperaturas frias são divulgadas com orgulho pela população, pois este é um dos motivos pelo qual muitos turistas a procuram.

Visitei Maria da Fé a convite da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, para construir o Plano Municipal de Turismo, de forma integrada e participativa. Estive por aqui durante uma semana e, acompanhada pelo Vice-Prefeito e Secretário de Cultura e Turismo, além de sua equipe e de adoráveis pessoas que aqui conheci, pude vivenciar a experiência de ser turista e, assim, divido com vocês, leitores do Viajante Maduro, um pouco do que é este adorável lugar.

Na Serra da Mantiqueira um destino turístico a ser descoberto.

O frio do Sul mais perto de você!

Maria da Fé, cidade interiorana, tranquila onde os moradores têm encantamento pela qualidade de vida. Destino turístico acolhedor, onde a gastronomia mineira une-se a uma oferta de pousadas e hotéis singelos que promovem a hospitalidade.  Cidade de paisagem única, coberta por araucárias, oliveiras, cerejeiras e vinhedos. Local de diferenciados cultivos, promovendo o encantamento ao olhar e a possibilidade de adquirir produtos distintos e qualificados, onde convivem diferentes crenças que prezam pela linda energia emanada.

Para facilitar a compreensão de tudo o que este município possui, dividimos a apresentação da oferta turística de Maria da Fé em capítulos. Vamos apresentar algumas experiências turísticas, seus restaurantes e hotéis.

Localizada no Sul de Minas Gerais, na região da Serra da Mantiqueira, Maria da Fé foi, originalmente, uma sesmaria. Denominada de Campos, a criação das sesmarias, no final do século XVIII, visava à povoação deste território.

Por volta de 1815, partes dessas terras ao serem subdivididas foram cedidas ao casal José Rodrigues Braga e Maria da Fé de São Bernardo (cujo enlace matrimonial se deu em 25/02/1778, em Itajubá Velho, atual Delfim Moreira) que, ao instalar sua “Fazenda Nova dos Campos”, deu o início ao povoamento, onde hoje se localiza a cidade de Maria da Fé  (Dr. Osvaldo Rennó Campos).

Minas é a montanha, montanhas, o espaço erguido, a constante emergência, a verticalidade esconsa, o esforço estático; a suspensa região — que se escala. Atrás de muralhas, caminhos retorcidos, ela começa, como um desafio de serenidade. Aguarda-nos amparada, dada em neblinas, coroada de frimas, aspada de epítetos: Alterosas, Estado montanhês, Estado mediterrâneo, Centro, Chave da Abóbada, Suíça brasileira, Coração do Brasil, Capitania do Ouro, a Heroica Província, Formosa Província. O quanto que envaidece e intranquiliza, entidade tão vasta, feita de celebridade e lucidez, de cordilheira e História. De que jeito dizê-la? MINAS: patriazinha. Minas — a gente olha, se lembra, sente, pensa. Minas — a gente não sabe.

Guimarães Rosa

Conforme contam, José Rodrigues Braga faleceu ainda jovem e Dona Maria da Fé ficou responsável pela família e pelas terras, tarefa nada comum às mulheres da época. Mas os relatos afirmam que Dona Maria da Fé, mulher de bom coração, inteligente, corajosa e enérgica, foi pioneira e já trabalhava nas terras, antes mesmo da morte do marido. Sua força fez com que as terras de Maria da Fé fossem protegidas, não permitindo invasões à sua área. Assim, é uma homenagem a esta mulher o nome do município e não a denominação de uma santidade, como muitos pensam.  Gostei muito de saber da história desta ‘cidade-mulher’!

Para minha alegria, nessa minha estada fiquei ainda mais maravilhada com o fato de que a cidade é, hoje, governada por uma mulher descendente de Dona Maria da Fé, a Prefeita Patrícia Santos Almeida Bernardo.

O Que Visitar

Estação Ferroviária de Maria da Fé

A história da cidade está ligada à chegada da ferrovia. Infelizmente, como na maior parte do Brasil, os trens não trafegam mais. Felizmente, sua bela estação e uma máquina foram preservadas e podem ser visitadas em Maria da Fé. Aliás, é nesta antiga Estação Ferroviária que se situa a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, onde há um Centro de Atendimento ao Turista e, em alguns períodos, exposições temporárias. Junto ao Centro Cultural  está a locomotiva Raldwin 225 de 1918, que está desativada.

Ser Mineiro é não dizer o que faz, nem o vai fazer,
é fingir que não sabe aquilo que sabe,
é falar pouco e escutar muito,
é passar por bobo e ser inteligente,
é vender queijos e possuir bancos.

José B. Queiroz

 

Igreja N. Sra. de Lourdes – Maria da Fé

Um dos lugares mais impactantes que visitei, além da paisagem acima descrita, foi a Igreja de N. Sra. de Lourdes, padroeira do município. Belíssima construção de  1908, possui obras dos pintores italianos Ulderico e Pietro Gentili, que ornamentaram a Igreja na década de 1940, sendo quem em 1999 foi declarada Patrimônio Histórico Municipal Atualmente, está em restauração, mas ainda é possível visitá-la e, se desejar, assistir a uma missa.

Ser Mineiro é ser religioso e conservador,
é cultivar as letras e artes,
é ser poeta e literato,
é gostar de política e amar a liberdade,
é viver nas montanhas,
é ter vida interior,
é ser gente.

José B. Queiroz

Ateliês: arte e design

 

Gente de Fibra

Maria da Fé é famosa, mundialmente, pelos seus artistas, por seus ateliês.  A história começa com a a Oficina Gente de Fibra.

Como nos contam (vide site Gente de Fibra), a Cooperativa Mariense de Artesanato foi gerada paralelamente ao Projeto de Desenvolvimento do Turismo Rural em Maria da Fé, numa parceria entre a Prefeitura Municipal e o SEBRAE-MG.

Um dos objetivos do projeto era desenvolver um artesanato que tivesse identidade local. Em uma das reuniões para discutir o projeto, o artista plástico Domingos Totora apresentou o trabalho criado por ele feito com papel reciclado e fibra de bananeira, que ia ao encontro dos anseios de todos envolvidos no projeto.

Gente de Fibra

Assim, Domingos Tótora e mais cinco mulheres da comunidade abraçaram o desafio de desenvolver o trabalho, dando origem à Oficina Gente de Fibra. No percurso, foram criadas outras oficinas de artesanato e, à medida que os artesãos se organizavam e se capacitavam, seus produtos foram conquistando mais mercado. “Visando sempre o fortalecimento do artesanato mariense, as oficinas se uniram e foi então criada em agosto de 1999, a Cooperativa Mariense de Artesanato”.

Elas seguem trabalhando em conjunto, num trabalho lindo e sustentável, tirando das ruas o papelão que antes era lixo e o transformando em arte. A fibra da bananeira também foi agregada e novas peças foram surgindo. Arte e artesanato com alma, com identidade.

Domingos Tótora

Mas o Domingos Tótora tinha muito mais para criar e, assim, montou seu próprio ateliê, localizado em uma área linda, rodeada pela natureza, em pleno centro de Maria da Fé. Aliás, é a natureza a sua inspiração e sua busca é devolver ao papelão as características da madeira que o originou, promovendo, de fato, a sustentabilidade.

Domingos Tótora – nascido e criado em Maria da Fé, cidade mineira na serra da Mantiqueira. Estudou em São Paulo e de volta à sua aldeia elege o papelão como matéria prima para seu trabalho – que transita entre a arte e o design. Em seu habitat de expressão e experimentação encontra-se, além de raízes e laços afetivos, sua principal fonte de inspiração, a natureza. A partir da reciclagem do papelão, o artista cria objetos e esculturas onde a beleza é inseparável da função. Concede status de arte a peças simples do cotidiano.

O trabalho de Domingos já mereceu destaque em muitas publicações internacionais. De fato, vários países e importantes revistas o reverenciam. Mais informações e contato, clique aqui. Também é possível encomendar o livro deste grande artista, pelo site.

 

 

O papelão ao entrar na oficina é desmanchado e recebe tratamento com cola e derivados de aglutinação e se transforma em massa de celulose moldável. Obtém-se 100% de re-aproveitamento. O papelão vêm da madeira e volta à origem, volta a ser madeira novamente. O processo de criação se dá na manipulação  e gestual livre com a matéria. Resulta em equilíbrio entre qualidade e estética gerando peças resistentes com imenso apelo tátil. Concepção e execução andam juntas e o trabalho é sustentável em todos os níveis – da matéria prima aos aspectos sociais e econômicos. Sustentabilidade é o que se faz e não o que se diz.

Domingos Tótora

 

 

Com a fórmula simples e um universo de ideias, Domingos Tótora já recebeu o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira na categoria mobiliário em 2010, Prêmio TOP XXI na categoria design sustentável, que conta com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e foi um dos 100 artistas selecionados a expor no Museu do Design de Londres, na Inglaterra, pelo Brit Insurance Designs of the Year 2011, considerado o Oscar do design mundial.

Gente de Fibra

 

 

Leonardo Bueno

Este inquieto e instigante artista, designer, também nascido em Maria da Fé, trabalha na busca de ressignificar materiais que seriam desperdiçados, como o papelão e a madeira, e transformá-los em peças de arte.

Seu ateliê está localizado logo na entrada de Maria da Fé, onde é possível conhecer o belo trabalho de criação de móveis, objetos e esculturas. Suas peças, como a cadeira de aço, revestida de lâmina de madeira, muito premiada, impactam pela força e pela leveza, ao mesmo tempo.

Além de ser criador e produtor de peças, é um viajante nato e pode ser visto com sua moto em mais uma aventura. Bom mesmo é encontrá-lo no seu ateliê e ter uma agradável conversa, como a que pude usufruir.

Saiba mais e contato, clique aqui.

Algumas exposições em que ele participou:

Maison Object – Paris, France
Palais Schlick (Europasaal) – Vienna, Austria
Honorary Consulate of Brazil – Bratislava, Slovakia
Galeria Ambiente – Prague, Czech Republic
M.A.K. Museum – Frankfurt, Germany
Pulse – London, UK

João Paulo Raimundo

Novos artistas foram surgindo, o que é natural num caldeirão criativo, inventivo, que se formou nesta pequena cidade. João Paulo é o mais novo. Suas coleções trazem a presença do ferro revestido de papel machê. São mandalas, esculturas, luminárias, quadros e móveis.

Reconhecido pelas mandalas temáticas. Particularmente, adorei a dos 4 elementos. A fábrica deste mariense fica em Maria da Fé, mas seu ateliê está no município vizinho,  Santo Antônio do Pinhal.

Saiba mais e contatos, clique aqui.

João Paulo Raimundo, designer autodidata, sempre foi muito observador. Quando caminhava pelas ruas tranquilas de um bairro rural de Maria da Fé-MG, onde nasceu, costumava se deparar com algumas cascas de eucalipto caídas, e sempre observava suas formas sinuosas, imaginando que poderiam se transformar em objetos do dia a dia. Quando conheceu a técnica do papel machê, logo se apaixonou pelo seu poder de transformação. 

 

Experiências e Vivências em Maria da Fé – Gostosas como um café recém-passado

É no interior, no entanto, que se encontra a essência do ‘ser mineiro’. O jeitinho simples e despretensioso, somado a uma paisagem fantástica, propicia uma vivência única.

Sim, Maria da Fé precisa ser desvendada com calma, com alma, com o coração.  Precisa se incorporar o estilo mineiro e percorrer suas estradas de chão, a pé ou de carro, com tranquilidade.

Ser Mineiro é dizer “uai”, é ser diferente,
é ter marca registrada,
é ter história.
Ser Mineiro é ter simplicidade e pureza,
humildade e modéstia,
coragem e bravura,
fidalguia e elegância.

José B. Queiroz

Uma das propriedades que tive o prazer de conhecer foi a Pousada das Oliveiras, localizada no distrito de Pintos Negreiros. É aqui que a Cida Gorgulho recebe turistas e peregrinos que buscam a introspecção propiciada pela paz deste lugar.

A propriedade integra o “O Caminho das Oliveiras”, realizado pela empresa Trilhas d´água Passeios Ecológicos, de Evaldo Negreiros,  que informa: “o caminho é uma proposta de caminhada que passa por algumas cidades integrantes dos Circuitos Turísticos: Terras Altas da Mantiqueira, Estrada Real, CRER (Caminho Religioso da Estrada Real), Caminhos do Sul de Minas e Caminho dos Anjos”. Mais informações, clique aqui.

A Cida e sua irmã, mais algumas famílias, se envolvem no bem receber deste precioso lugar. Aqui tive uma vivência única, colher a azeitona e assinar no pote, depois de ela ter sido preparada para se tornar uma conversa. Se lá voltar, poderei adquiri-la. Se não voltar, ficará para algum hóspede que lá chegar. Quem sabe você não é o contemplado 😉

Alguns dos hóspedes da Pousada das Oliveiras.
A Pousada e suas cobertas feitas de sombrinhas recicladas.
Da janela da Pousada das Oliveiras, uma paisagem de encher a alma.
Cantos e recantos da Pousada das Oliveiras.

Um delicioso café da manhã mineiro, na Pousada das Oliveiras. Pintos Negreiros é um distrito que apaixona seus visitantes e é defendido com amor por seus moradores que, atualmente, giram em torno de 3.000 pessoas.  Encravado na Serra da Mantiqueira,  possui belezas naturais estonteantes, tais como cachoeiras, trilhas na mata, trilhas para motocross, pedreiras para rapel e escalada.  Seu principal valor, no entanto, está nas pessoas que sabem acolher como em poucos lugares deste mundo.  

Igreja do Distrito de  Posses.
Interior da Igreja de Pintos Negreiros.

O interior de Maria da Fé é rota de peregrinos, sendo que por aqui passam diversos circuitos, como o que leva ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, localizado em Aparecida – São Paulo. Os percursos estão sinalizados e é comum se encontrar alguns peregrinos, em grupo ou isolados, circulando por estas inspiradoras paisagens. Bem, nem só de Santiago de Compostela vivem os peregrinos, com certeza este é um belo caminho para se fazer.

 

Criatividade e Inovação em Maria da Fé – Novas Experiências Turísticas

Novidades estão surgindo em Maria da Fé. O turismo está se desenvolvendo com firmes passos, mas focando em um movimento brando, tranquilo. Como disse, está é uma ‘cidade-mulher’, formada por uma mulher (Maria da Fé) e que continua a ter bravas mulheres fazendo sua história. É aqui que a empresária Mirta Bonifácio e seus filhos têm trabalhado para desenvolver (revitalizar) um olival e transformar esta fazenda urbana em um empreendimento turístico.

Além do plantio de oliveiras, produzem o azeite Nuovo. Muito bom! Na visita, é possível degustar os azeites e outros produtos aqui elaborados, como o famoso doce de leite. Também comercializam produtos de outras empresas da cidade, como massas, cosméticos e outros. Aos finais de semana servem almoço. Comida saborosa, bem feita e bem servida. Sempre é bom agendar. Para mais informações e reservas, clique aqui.

Tive o prazer de compartilhar um almoço na Fazenda Maria da Fé e conhecer o belo trabalho da Mirta. A comidinha caseira encantou, mas é o espaço que impressiona. Lugar para ir sem pressa e curtir uma cachacinha local, se não for dirigir, claro.

Nem sempre é este o cardápio e a forma de servir. Consulte pelo link acima.
A querida Mirta recebe na Fazenda Maria da Fé e apresenta seu azeite Nuovo.

Vinhedos

Novos investimentos estão dinamizando Maria da Fé.  Novos produtores estão procurando esta região com inovações. Assim, Eduardo Colombi chegou até Maria da Fé e implantou os primeiros vinhedos no município, há dois anos. Além de tudo, investe em tecnologia para que seus vinhedos sejam orgânicos e biodinâmicos. Em breve, poderemos ter um vinho de Maria da Fé. Certamente será excelente!

 

Centro de Lazer Arco Íris

Outro local para visitar, pescar, fazer refeições ou se hospedar é o Arco Íris, um centro de lazer localizado na Rodovia Itajubá – Maria da Fé, no KM 14. Aqui também é possível realizar eventos.

A estrutura foi projetada para que os visitantes possam passar o dia e usufruir as suas belezas naturais, assim como todas as suas dependências e áreas de lazer. Seu objetivo é fazer com que todos possam ter momentos agradáveis em família. A estrutura consiste em: lago de pesca, piscina adulto e infantil, playground, estacionamento, quiosques com churrasqueira, ampla lanchonete, restaurante, salão de jogos, salão de eventos, pista de mini buggy e pedalinho.

O Centro de Lazer Arco Íris funciona de terça a domingo, além dos feriados. Mais informações e reservas, clique aqui.

Oliveiras

Algo que me surpreendeu foi encontrar oliveiras tão antigas por aqui,  em pleno centro da cidade, nas praças, no Caminho do Trem. E, mais surpreendente, saber que elas são cuidadas pela Prefeitura que também faz a colheita de azeitonas. Adorei saber que a comunidade cuida delas e que qualquer possível agressão é motivo da corrida dos moradores em defesa das amadas oliveiras.

Parece que o destino já se desenhava, na década de 50, quando um imigrante português decidiu doar as mudas para o município e enfeitar a cidade com as belas oliveiras. De lá pra cá, esta milenar árvore se fez presente com mais força, ganhando um centro de pesquisas e muitos produtores.

Se Joaquim de Oliveira Sousa e Silva, o português citado que chegou ao Brasil em 1963, foi o pioneiro, muita evolução aconteceu no mundo das oliveiras e do azeite, nestes 60 e poucos anos. Um dos principais motivos desta evolução foi a instalação da Fazenda Experimental de Maria da Fé (FEMF), pertencente à EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), que abriga o Núcleo Tecnológico EPAMIG Azeitona e Azeite, referência em pesquisas de produção de azeitona de mesa e extração de azeite extra virgem. A Fazenda possui área de 109 hectares, foi doada na década de 1940 pelo senhor José Fabrício de Oliveira ao Ministério de Educação e Cultura, com o objetivo de ser construída uma escola agrícola. Do amplo foco da produção agrícola, especialmente focada na batata, hoje a unidade se dedica prioritariamente à pesquisa entorno da qualificação, com a criação de geoplasma, para ter uma espécie melhor adaptada ao território e mais produtiva.

Foi em Maria da Fé que ocorreu a primeira extração de azeite do Brasil, em 2008, e a produção só tem aumentado e se qualificado. No Sudeste do Brasil, há mais de 180 olivicultores, com 700 mil oliveiras plantadas em uma área de 2 mil hectares, em cerca de 50 municípios localizados na Serra da Mantiqueira (40 em Minas e 10 em São Paulo), onde se localiza o principal polo produtor no país.

Agradecemos à Epamig pelas informações prestadas.

Oliveiras com mais de 60 anos nas ruas centrais de Maria da Fé.

Onde Comer

Há poucas e boas opções por aqui, sempre muito simples, mas saborosas. Vamos indicar algumas agradáveis e diferentes possibilidades de vivenciar uma experiência gastronômica em Maria da Fé. Há outras opções, como bares mais simples ou, ainda, o agendamento em propriedades rurais, como a que divulgamos nos posts anteriores.

Já contamos acima sobre a Fazenda Maria da Fé e o Sítio Arco Íris.

 

Restaurante Três Marias

Outra opção que destacamos é o Restaurante Três Marias, localizado bem no centro da cidade. A comida mineira me encantou, ainda mais pelo jeito que é servida, sobre o fogão à lenha.  Reservas pelo fone (35) 3662 2028. Aberto diariamente para almoço.

Café com Prosa

Agora a opção para um lanche, um café com o melhor pão de queijo ou um bolo feito na hora, é o Café com Prosa, da querida Rosana. Ela atende no local, juntamente com seu esposo. Simpatia e acolhimento harmonizam com o cheirinho de café recém passado e as diversas delicias preparadas e servidas num cantinho de sua casa.

Fazem tortas sob encomenda, atendem a eventos e contam sobre a cidade, enquanto preparam o espaço superior da residência para mais um grupo que participará do Café com Prosa.

Mais informações e reservas, clique aqui.

Sim, o melhor pão de queijo que comi em minha vida! Grata, Rosana!

Há outras opções em Maria da Fé:

  • Restaurante Dona Marta, junto ao Hotel com o mesmo nome. Aberto para almoço, de segunda à sabado.  Fone (35) 3662 1293.
  • Pizzaria Casa Rosada, pizzas e outros pratos, aberto de terça a domingo, para jantar. Fone: (35) 3663 1523
  • Bar e Restaurante do Foka, no centro da cidade, aberto diariamente, para jantar. Fone: (35) 9118 7314

Bem, há outros bares e restaurantes, mas não conseguimos visitá-los. Sendo assim, indicamos verificar no site da Prefeitura de Maria da Fé. E, se gostar de mais algum de lá, nos indique, por favor!

 

 Onde Ficar

Pousada Maria da Fé

Fiquei hospedada na Pousada Maria da Fé, a convite da proprietária,  Ana Paula Vaz, que também é Presidente do Conselho Municipal do Turismo – Comtur. Lá pude vivenciar noites de paz e tranquilidade. A estrutura é simples, mas com o conforto necessário para uma boa hospedagem, onde peças do designer Leonardo Bueno embelezam ainda mais os espaços. Uma bela casa, com amplos espaços e um café da manhã com um pãozinho, queijo e um  saboroso bolo diário, feito pela cuidadora da pousada. Mais informações e reservas, clique aqui.

 

Ser Mineiro é ver o nascer do Sol
e o brilhar da Lua,
é ouvir o canto dos pássaros
e o mugir do gado,
é sentir o despertar do tempo
e o amanhecer da vida.

José B. Queiroz

Outra pousada que visitamos foi a Valle das Águas. Um lugar em meio à natureza, muitas árvores e um riacho compõem o cenário natural. Os proprietários nos acolhem em seus chalés ou apartamentos, muito bem ambientados. Um diferencial: o café da manhã é servido na varanda do chalé (exclusivo).

Mais informações e reservas, clique aqui.

Mas ainda há outros meios de hospedagem em Maria da Fé:

  • Hotel Colonial Gold. Contatos e servas, clique aqui.
  • Sítio Arvoredo. Contatos e reservas, clique aqui.
  • Hotel Dona Marta.  Contatos e reservas, clique aqui.
  • Pousada JC. Contatos e reservas, clique aqui.
  • Pousada Vovo Pina. Contatos e reservas cacafgs@hotmail.com
  • Pousada Flor de Cerejeira. Contatos e reservas pousadaflordecerejeira@gmail.com

 

Eventos

 Maria da Fé realiza diversos eventos autênticos, únicos, como o Festival de Inverno, outros que podem ser acompanhados pelo site da Prefeitura; https://www.prefeiturademariadafe.com/.

A foto abaixo apresenta um dos eventos mais queridos de Maria da Fé, que foi revitalizado no último ano, agradando a todos. O Festival de Inverno acontece nos pavilhões. A foto é da Secretaria de Cultura e Turismo.

Presentes mais que especiais

Chegar em casa com este carinho é perpetuar as lindas emoções vividas em Maria da Fé.

Sim, recebi um lindo poema feito pela querida menina de 9 anos. Celina, amamos, mesmo!

Também recebi um kit cheiroso e delicioso de produtos feitos com o azeite de oliva, produzidos pela Saboaria Natural Jardim Secreto.  Fica a dica! São fantásticos! Acesse para ter contatos e mais informações aqui!

A Saboaria natural Jardim Secreto produz sabonetes artesanais reutilizando a pasta proveniente do batimento da azeitona e da extração do azeite.

Localize-se – Distâncias

Belo Horizonte – MG

  • 494km

São Paulo – SP

  • Pela Rodovia Fernão Dias (São Paulo a Pouso Alegre 219km + Pouso Alegre a Itajubá 73km + Itajubá a Maria da Fé 22km). Total
  • Pela Rodovia Dutra (São Paulo a Lorena 194km + Lorena a Itajubá 84km + Itajubá a Maria da Fé 22km). Total

Campos do Jordão – SP

  • 237 km (Paraisópolis, Brazópolis, Piranguinho, Itajubá, Maria da Fé)

Rio de Janeiro – RJ

  • 335 km (Dutra – Lorena, Itajubá)

São Lourenço – MG

  • 50 km

Monte Sião – MG

  • 200km

 

Quem deve visitar Maria da Fé?

Maria da Fé não é destino para turismo massivo, ou de agito.  Este é um lugar especial, que deve ser preservado por sua população e pelos visitantes.

Lugar para visitar com calma, entendendo que é uma cidade de interior,  onde a oferta gastronômica não fica aberta até tarde, mas onde se pode caminhar na rua tranquilamente e em paz.

Onde não há muitos hotéis e nenhum é de rede internacional, nada de luxo, mas você vai se sentir acolhido, num lugar único.

Se sabe valorizar um destino cultural, autêntico e único, venha.

Se quer contribuir com o desenvolvimento sustentável do turismo neste pequeno município, então, venha!

Indico reservar  3 dias para aproveitar este pequeno paraíso e desfrutar de sua calma e tranquilidade. Mas, se tiver mais tempo, curta uma semana por aqui, aproveitando também a oferta turística regional.

 

Agradecemos

Para esta viagem foi fundamental o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Maria da Fé. Também agradecemos aos empreendedores que viabilizaram minha viagem e carinhosamente me receberam.

Melhor guia! Vice-Prefeito e Secretário de Cultura e Turismo Luiz Augusto Silva, nos acompanhando nas visitas.
Importante:

O Viajante Maduro visitou Maria da Fé a convite da Secretaria de Cultura e Turismo e contou com o apoio de empreendedores locais.

A opinião aqui expressa é a nossa verdade! As fotos são de Ivane Fávero, com exceção das sinalizadas.

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Esperamos que tenham gostado desta postagem, que teve sua elaboração feita com muito carinho e atenção. Queremos compartilhar nossas experiências com o objetivo de ajudar aos nossos leitores a terem experiências e vivências memoráveis em suas viagens, como nós.

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