VALPOLICELLA DOS AMORES E DOS AMARONES- ITÁLIA!

A linda Valpolicella é formada por oito cidades ou comunidades: Sant’Anna d’Alfaedo, Dolcè, Marano di Valpolicella, Negrar, Fumane, Sant’Ambrogio di Valpolicella, San Pietro in Cariano e Pescantina. A região é famosa no mundo pelos seus vinhos, especialmente os Amarones, paixão de 10 em cada 10 enófilos. Mas esta terra tem muitos outros atrativos, que passam pela arquitetura, paisagem e gastronomia.

Visitamos esta região, localizada a 20min de Verona, a convite do Presidente do Consorzio Pro Loco Valpolicella, Giorgio Zamboni, numa agenda organizada pelo Federico Belloni, professor e consultor em turismo.

O Presidente Zamboni recebeu-nos com fidalguia, historiando sobre a região, seu perfil, seus vinhos e sua gastronomia. Ficamos sensibilizados com os diversos reportes dados por ele, inclusive quanto ao escritor veronese Emilio Salgari, o que nos instigou a melhor pesquisar sobre esse estupendo criador de inúmeros personagens, como o Sandokan e o Corsário Negro.

O Presidente Zamboni presenteando o Viajante Maduro com o livro de Salgari. Foto: Ivane Fávero

Após atraso (imperdoável, mas justificado) de 1 hora, dado o problema de locarmos o carro em Milão (não recomendamos a locadora, mas isso será objeto de um outro post), fomos muito bem recebidos no Borgo di San Giorgio Ingannapoltron ,  que, desde novembro de 2015, está destacado como um dos Borghi più Belli d’Italia. O almoço, oferecido pelo Federico (super agradecemos), foi na Trattoria Dalla Rosa Alda , um delicioso restaurante, onde provamos a gastronomia local, um gnocchi al tartufo nero, seguido de um Tagliatelle con formagio della Lessinia, prato típico da casa.

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Gnocchi di patate al tartufo nero.

Os dois pratos foram harmonizados com o vinho Clássico Valpolicella.  Após ainda provamos uma Polenta con funghi misti e formaggio Monte Veronese e  uma seleção de queijos locais, já que nos interessamos pelo tema. Um café para despertar deste saboroso sonho e seguimos a caminhada.

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Polenta ao fonghi fresco!

Uma breve visita à Pieve Romano Barbarica e ao Chiostro, onde a história se mostra na arquitetura do período romano e rumamos para a primeira visita agendada. Afinal, o interesse maior era conhecer os vinhos desta preciosa região.

Vinícola Scriani, Valpolicella, Itália.
Vinícola Scriani, Valpolicella, Itália.

A primeira visita foi à Cantina Scriani, em Fumane. Degustamos uma seleção de 6 vinhos, partindo do Valpolicella Clássico , passando pelo Valpolicella Superiore, o Ripasso, o Carpané (novidade que nos encantou), o Amarone e o Recioto. Todos espetaculares! A família nos recebeu com amabilidade e contou-nos que trabalham muito com o turismo e que os turistas vão até eles, pois sabem que sempre estarão abertos, principalmente aos finais de semana e feriados. Simples assim!

O espetácular Amarone da Scriani.
O espetacular Amarone da Scriani.

Logo após, visitamos a Cantina Nicolis. Infelizmente não pudemos participar da degustação, haja vista que deveríamos estar nos dirigindo para Conegliano, onde assistiríamos a apresentação do Coro Tramontina.

Breve mas extremamente proveitosa visita à Vinícola Nicolis. Na foto, a consultora Ivane Fávero, o Presidente do Consorzio Pro Loco Valpolicella, Giorgio Zamboni, e o Prof. e Consultor, Federico Belloni.

Ainda assim foi fantástico conhecer o método de elaboração dos nobres vinhos.

Caixas usadas para o ‘apassimento’ das uvas que serão utilizadas na elaboração do nobre vinho Amarone Della Valpolicella. Foto: Ivane Fávero

O grande vinho do Vêneto é elaborado, de acordo com a legislação italiana, com 40% a 70% de Corvina, 20% a 40% de Rondinella, 5% a 25% de Molinara, até 15% de Rossignola, Negrara, Barbera ou Sangiovese e até 5% de outras variedades.

Uvas que ficaram secando por 4 meses. Método de ‘apassimento’ para elaboração do Amarone Della Valpolicella. Foto: Ivane Fávero

O Amarone é um vinho diferenciado, especial, dado seu processo de elaboração conhecido como apassimento, onde as uvas, após colhidas e selecionadas, são colocadas em caixas (como as da foto) secando por cerca de quatro meses, até se tornarem passas, desidratando e concentrando aroma e açúcares, tornando-se um vinho com maior graduação alcoólica (em torno de 14%).

Partimos daqui com a certeza de que deveremos voltar, com mais calma e tempo, para usufruir a belíssima região e sua rica cultura vitivinícola. Foto: Ivane Fávero

Visitamos a região à convite do Prof. e Consultor Federico Belloni e do Presidente do Consorzio Pro Loco Valpolicella, Giorgio Zamboni, a quem agradecemos pelo convite.

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